Fundando uma Associação/Voluntários em Outros Estados

1) Quero fundar uma associação na minha cidade. Por onde devo começar?

2) Como a  APASFA conseguiu sede própria? Foi a prefeitura que deu?

3) Vocês poderiam mandar uma cópia do Estatuto da APASFA?

4) Quero fazer uma associação no meu bairro, mas não tenho dinheiro pra começar. De que maneira poderia ser útil, já que moro em outro estado?

5) Gostaria de ser voluntário da APASFA, se possível fiscal, mas não moro em São Paulo. Vocês poderiam me mandar uma carteirinha e explicar como devo proceder para ser um fiscal?

6) Na minha cidade tem uma Associação, mas eles nunca fazem nada. A gente liga lá e eles tratam a gente mal. Outro dia pedi pra virem buscar um cachorro atropelado e eles disseram pra eu recolher.Pra que existem as Associaçoes? Gostei muito da proposta da APASFA.Como posso ajudar os animais estando em outra cidade?

7) Eu moro em outro estado. Posso dar dinheiro pra APASFA?

Para se fundar uma associação, o primeiro passo é ir a um cartório e se informar sobre os documentos e requisitos necessários para legalizar a entidade. Não é tão complicado como parece. É necessário que se forme um grupo de pessoas com cargos pré-nomeados (presidente, secretário, tesoureiro, etc).

As maneiras de se conseguir verba para o projeto são muitas. Recursos como bingos, rifas, festas, venda de camisetas, etc, têm funcionado muito. Contar com dinheiro de doações não é a melhor alternativa. Sócios vão e vêm, são realmente pouquíssimos que assumem esse compromisso com rigor.

A divulgação pode ser feita através de jornais (principalmente jornais de bairro), rádios e programas de TV. Espaço sempre há, mesmo que limitado. Não é um trabalho fácil, mas essas alternativas são perfeitamente possíveis.

Ter uma sede é importante, principalmente quando o objetivo da associação é abrigar animais, mas a falta dela não é um impedimento para se levar o projeto adiante. Recolher animais abandonados sem haver por parte dos dirigentes da entidade, projetos para esterilizar animais em massa, não vai resolver o problema. No começo tudo sempre vai bem, mas o número de animais vai aumentando e o abrigo vai superlotando. É imprescindível se fazer campanhas de posse responsável e castração. Esterilizar é a única fórmula que deu certo nos países desenvolvidos, onde não se vê animais abandonados nas ruas e os poucos que são recolhidos pelas prefeituras, são encaminhados para adoção.

A APASFA ganhou um terreno da Prefeitura de São Paulo, quando o Prefeito em exercício era o Sr. Jânio Quadros, em local totalmente inapropriado e de difícil acesso. Foram anos e anos se tentando conseguir a entrega desse terreno, uma vez que acabou a gestão do Sr. Jânio e os trâmites todos foram se alongando pela gestão do prefeito que o sucedeu. A nossa sede acabou sendo mesmo a casa onde morava a fundadora, que ainda é nossa Presidente. Isso não quer dizer que não se deva tentar e nem que todas as prefeituras vão agir dessa maneira. É importante se tentar, sim. Há diversas associações com sedes em terrenos doados pos órgãos governamentais.

O Estatuto da  APASFA está em fase de estudos para reformulação. O que temos está bastante desatualizado, em vista dos nossos projetos atuais e não está disponível online.

Se você está em outra cidade e quer ajudar, saiba que mesmo a falta de dinheiro não é obstáculo. Você pode reunir um grupo de amigos e juntos fazerem trabalhos voluntários em escolas, dando palestras sobre a importância de convivermos em harmonia com os animais.

No nosso site há diversas páginas educativas. Vamos tomar como exemplo, a página Animais Silvestres, onde há informações que a maioria das pessoas desconhecem. Se você e seu grupo conseguirem educar 10 crianças, elas vão passar isso para as gerações que formarem (filhos, netos, bisnetos) e assim sucessivamente. Esse é um trabalho que gratifica muito. Já está online também, nossa página com Material Educativo, feita  especialmente para professores e outras associações, com textos para conscientização de crianças e adultos.

Outro recurso para novas Associações e potetores autônomos, é fazer acordos
(no caso das associações, fazer convênios mediante apresentação de carnê de contribuição de associado) com clínicas veterinárias.

Em São Paulo, quando a APASFA estava no começo, mantínhamos convênios com dezenas de clínicas, que davam descontos que variavam de 10 a 50% tanto em consultas como cirurgias, mediante apresentação do carnê da APASFA com a mensalidade em dia. Alguns veterinários chegavam a  dar uma castração grátis por mes, para pessoas desvinculadas de entidades, que costumavam socorrer animais. Alguns cobravam apenas o material usado nas cirurgias. Em troca, divulgávamos (e continuamos divulgando até hoje) essas clínicas entre os associados.

Hoje em dia a APASFA já tem seu próprio ambulatório, mas dependendo do caso, ainda encaminhamos animais para clínicas que nos dão descontos. Dá trabalho conseguir esses convênios, mas cada animal que se castra, representa centenas que não serão abandonados. Um único gato, em dois anos, é responsável pelo nascimento de mais de 500 gatinhos. Esse deveria ser o trabalho de base de todas as entidades de proteção aos animais.

A APASFA não está credenciando fiscais em outros estados, pois isso requer treinamento e constante contato com a nossa entidade. Mesmo em São Paulo, as carteirinhas de fiscais têm sido dadas para pouquíssimos indivíduos, pois infelizmente pessoas abusaram usando essa credencial para outros fins.

Se você está em São Paulo, marque um dia para uma entrevista, pelo telefone: 6955-4352. Infelizmente, apesar de necessitarmos muito de fiscais, nos reservams o direito de dar a credencial apenas para poucas pessoas, pelos motivos já citados. Mas pra ser um fiscal, não é necessário estar vinculado a uma entidade. Se você vir maus tratos, é sua obrigação e seu direito exigir providências junto a uma Delegacia de Polícia. Se possível leve uma cópia da Lei Federal 9.605/98 pois soubemos de delegados que se recusaram a fazer um B.O dizendo que matar animal envenenado, por exemplo, não é crime, o que é exatamente o oposto do que diz o artigo 32 da citada Lei. Imprima também o Decreto Federal de 1934, que não está revogado, embora há que assim interprete. Tenha sempre uma cópia dessas Leis com você. Os animais não podem depender apenas das associações. Enquanto as pessoas não pararem de empurrar problemas para as entidades, as mudanças continuarão lentas. É sua responsabilidade, ao ver um animal sendo maltratado, defendê-lo. Sua cidadania lhe garante esse direito.

Muita gente liga para as associações exigindo que façam isso ou aquilo. Vamos lembrar sempre de que as pessoas que lutam pelos animais não têm sábado, domingo, feriado, nem mesmo noites bem dormidas, pois estar em contato com o sofrimento dos animais para quem os ama, é muito estressante. Vamos tentar exigir menos e cooperar mais. Quem está nas associações atendendo telefone, quase sempre é um voluntário, que talvez tenha tido um dia cheio de problemas pra resolver e não tenha conseguido. Há um sentimento de frustração muito grande quando a gente se sente impotente diante do sofrimento de um animal. O que soa como má vontade pode ser só sobrecarga de tarefas. 

Não esqueça, se você ama os animais, você também é responsável.Vamos tentar, antes de pedir que uma associação venha socorrer um animal (a maioria não tem nem carro) fazer nossa parte. As entidades que protegem os animais precisam de ajuda, não dese tipo de crítica. Se você percebe que há algo que pode ser melhorado na associação de sua cidade, associe-se, faça propostas, ajude. Se queremos ver a situação dos animais mudar precisamos cooperar mais e criticar menos.

"Faça a sua parte" é o nosso lema. Seja um voluntário da APASFA, ajudando a uma associação perto de você e sendo responsável pelos animais que aparecerem na sua vida. Se você quer fazer uma doação para ajudar os animais, escolha uma entidade local, de preferência que tenha abrigo, pois é uma luta muito difícil alimentar animais abandonados. Consulte nossos links e doe para uma associação perto de você.